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Dal Barreto nega vínculo com refinaria investigada e suspeita de ‘ataque de concorrência’

Deputado do União Brasil diz que nunca teve relação com a Refit e afirma que sua rede de postos atua com fornecedores da Bahia; PF segue apuração no âmbito da Operação Poço do Lobato

O deputado federal Dal Barreto (União Brasil-BA) se posicionou, neste domingo (30), após ter o nome citado nas investigações da Operação Poço do Lobato, da Polícia Federal. Como revelou a Globonews, o nome do parlamentar apareceu assinado em uma das janelas de vidro do escritório da Refit — empresa investigada no inquérito —, no centro do Rio de Janeiro .

O parlamentar baiano negou qualquer ligação com a refinaria. “Quero deixar claro que não conheço essa empresa, não conheço seus dirigentes e seu proprietário. Nunca tive nenhum tipo de negócio com essa empresa”, afirmou.

O deputado declarou ainda que sua rede de postos de gasolina atua regularmente no mercado e compra combustíveis de refinarias da Bahia. Ele sugeriu que o episódio pode ter sido provocado por interesses comerciais. “Suspeito de um estudo de concorrência, justamente por nossas empresas de postos de gasolina”, disse.

Mesmo assim, reforçou que está à disposição das autoridades. “Reafirmo meu compromisso com a transparência e me coloco à disposição para todos os esclarecimentos. Confio no trabalho das instituições”, concluiu.

Entenda o caso

Uma imagem apreendida pela Polícia Federal na Operação Poço de Lobato mostra o nome do deputado Dal Barreto escrito em uma das janelas do escritório da Refit, no Rio de Janeiro. A refinaria, antiga Manguinhos, é uma das maiores devedoras de tributos do país e movimentou mais de R$ 70 bilhões em um ano por meio de empresas e offshores. Investigadores apontam que as anotações — que incluem listas de pessoas, empresas, órgãos públicos e até “mapeamentos” do Judiciário e de procuradorias — fazem parte de um levantamento interno da companhia.

A PF ainda não sabe por que o nome do parlamentar aparece, mas a principal hipótese é de que ele tenha sido listado como concorrente comercial, já que Dal atua no mercado de combustíveis no Nordeste, área onde o dono da Refit, Ricardo Magro, buscava expandir operações. O deputado não é alvo da Poço de Lobato, mas responde a outra investigação: a sexta fase da Operação Overclean, na Bahia. Nessa ação, policiais apreenderam seu celular no aeroporto de Salvador e cumpriram mandados em imóveis e postos ligados ao parlamentar em Amargosa. A Overclean apura suspeitas de fraudes, desvios, corrupção e lavagem de dinheiro. Dal nega qualquer envolvimento e afirma estar à disposição das autoridades.

Foto: Reprodução / Globo News
Fonte: Blog do Vila

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